Não Quando Era Importante

De muitas maneiras, Jack era o membro de igreja ideal. Casado, bem empregado e com dois filhos no ensino primário. Seu casamento era feliz, e ele era comprometido em ir à igreja. Além disso, ele era o tipo de membro que buscava conselho pastoral com diligência. Se houvesse alguma situação com as crianças, um desafio na próxima reunião familiar, ou dificuldades no trabalho, agendava uma conversa com o pastor e pedia conselhos sobre como lidar com aquilo. Ele era o tipo de ovelha que procurava pelo pastor; o pastor não precisava sair à procura dele. E quase sempre, o conselho se encaixaria no que ele já estava inclinado a fazer, ou tentando fazer.

Em outras palavras, ele buscava conselhos e ajuda com diligência quando, na verdade, não precisava deles. E, como era de se esperar, deixou de buscá-los assim que surgiu uma situação na qual realmente precisava.

Em outras palavras, ele buscava conselhos e ajuda com diligência quando, na verdade, não precisava deles. E, como era de se esperar, deixou de buscá-los assim que surgiu uma situação na qual realmente precisava.

Certa vez, um sério conflito surgiu entre outra família da igreja e a dele, e do começo ao fim, ele não esteve aberto a nenhum conselho pastoral sobre a situação. E quando o rompimento da comunhão se espalhou e ficou difícil se conectar com outros na congregação (pois muitas pessoas eram amigas de muitas outras), ele e sua esposa tomaram a difícil decisão de ir para outra igreja. Não era difícil encontrar razões falsas, mas plausíveis, que não estavam ligadas ao verdadeiro motivo, e então, ele as encontrou com facilidade.

Mas por ter buscado muito conselho por tanto tempo, e em vários assuntos, ele nunca percebeu que o que de fato estava obtendo não era conselho bíblico, e sim uma narrativa apropriada, uma história plausível. A idéia de que ele não estava aberto a conselhos era absurda. Ele os buscou inúmeras vezes. Mas não quando era importante.


Todos os personagens e situações da série “Cinquenta Maneiras de Abandonar os Irmãos” são completamente fictícios. Contudo, os padrões descritos não o são, e sem dúvida serão reconhecidos de imediato por qualquer pastor experiente.


Autor: Douglas Wilson | Tradução: Thiago McHertt