Falhar e Desvanecer

Hank e sua esposa Suzanne eram um dos casais mais ativos na igreja. Eram líderes em seu círculo de homeschoolers e haviam sido instrumentais em fazer com que muitos pais na congregação levassem suas responsabilidades educacionais a sério. Além de simpáticos e dedicados, eram atraentes, e sua jovem família teria agraciado a capa de qualquer revista de homeschooling  respeitável.

As coisas iam muito bem até seus três jovens filhos começarem a navegar a adolescência, o que no caso deles, veio a ser uma parte do rio com um bastante correnteza. Por um tempo, foi muito turbulento, e no período de um ano, todos os três se envolveram em problemas constrangedores em diferentes níveis. O mais velho, o único filho, foi pego furtando. Foi descoberto que a menina mais velha estava em um relacionamento bastante sensual com o filho de um dos presbíteros, e três meses mais tarde, a mais nova foi pega trocando mensagens eróticas com um dos rapazes do grupo de jovens. Aquele foi um ano terrível, e difícil para eles, mas em todas as três situações os pecados foram tratados de uma forma relativamente bíblica, e os escândalos foram, como acontecem com coisas assim, breves. As crianças pareciam arrependidas, e depois dos três episódios, as coisas pareciam ter se estabilizado. Os vexames não se repetiram.

Mas a longo prazo, o problema foi que o brilho do seu prévio exemplo ideal de liderança parental havia se dissipado. Eles ainda eram amados e aceitos pelo restante da congregação, mas não eram mais procurados como uma fonte de sabedoria quando se tratava de educação de filhos. Embora a congregação não tentou humilhá-los, é necessário dizer que Hank e Suzanne ainda se sentiam humilhados. E sentiam-se assim apenas porque seus conselhos não eram mais algo tão valorizado como antes. No fundo, eles sabiam que não havia nenhuma forma de recuperar aquilo. Então, no período de alguns meses, gradualmente, começaram a se sentar cada vez mais ao fundo da igreja.

Eles ainda eram amados e aceitos pelo restante da congregação, mas não eram mais procurados como uma fonte de sabedoria quando se tratava de educação de filhos.

E dado domingo, simplesmente desapareceram. Por fim, cerca de um mês após isso, um dos presbíteros ouviu que eles estavam liderando uma classe de educação infantil em uma mega-igreja do outro lado da cidade.


Todos os personagens e situações da série “Cinquenta Maneiras de Abandonar os Irmãos” são completamente fictícios. Contudo, os padrões descritos não o são, e sem dúvida serão reconhecidos de imediato por qualquer pastor experiente.


Autor: Douglas Wilson | Tradução: Thiago McHertt