Catecismo Covid-19: Perg. 02

Entendo o que você disse sobre Deus ser todo-poderoso e soberano, mesmo em calamidades como esta. Mas por que não me sinto tranquilizado?

Enquanto aprendemos a reagir a situações como a epidemia e o pânico, precisamos fazer mais do que afirmar que Deus é todo-poderoso. Isso pode deixar alguns com a impressão de que tudo que precisamos é de um Deus musculoso, mesmo que ele seja malévolo. Mas não estou tentando encorajá-lo a ter fé em Zeus, ou em Alá.

Se queremos vir a Deus em fé, a Escritura nos ensina que temos de ter duas convicções:

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.

— Hebreus 11.6.

Quem vem a Deus deve crer que ele existe, em primeiro lugar, e em segundo, que recebe e recompensa os que o buscam com diligência. A forma resumida de dizer isso é: primeiro, Deus é presente; e segundo, ele é bom.

Se você não crer que Deus é presente, você não virá até ele, e se não crer que ele é bom, também não.

Então, você está em grandes apuros, e precisa vir a Deus. Mas você precisa crer que ele é presente, e precisa crer que ele é bom. Ele é presente, pois, como não poderia ser? Ele é Deus. E ele é bom, por definição. Acusá-lo do mal é incoerente — depois de prendê-lo, em qual corte você irá julgá-lo? De quem são as leis que ele violou? Suas? E quem fez de você o xerife das divindades mal comportadas?

Então ele existe, e é infinita, eterna, completa, ultima e completamente bom. Comece por aqui.

E, construindo sobre este fundamento, venha até ele. Você foi exposto ao vírus? Ele está presente, e é bom. Foi demitido? Ele está presente e é bom. Seus entes queridos estão doentes? Ele está presente e ele é bom.


Autor: Douglas Wilson | Tradução: Thiago McHertt